Definir Bullying é uma tarefa difícil devido aos padrões de relacionamento entre os seres humanos e os diferentes referenciais envolvidos. Infelizmente, não há uma "linha de corte" entre o que se caracteriza como uma violência e o que seria uma brincadeira saudável.
Diferentes referenciais podem ser adotados, como o do vitimizador e o referencial do vitimizado. As intenções do vitimizador podem ser as piores, como realmente desejar prejudicar o outro, debochar, ameaçar, apelidar, insultar, agredir ou isolar. Esses comportamentos são os mais comuns entre os perpetradores de Bullying e nos falam muito sobre as condutas humanas, a exacerbação de traços perversos, relações familiares, educação e desenvolvimento da personalidade.
Alguns indivíduos podem simplesmente exagerar nas "brincadeiras", "errar na mão", "ser infeliz" e não desejar causar danos ou prejudicar seus colegas. Neste segundo caso, pode ser um comportamento mais flexível e passível de intervenção, incluindo conciliação.
As escolas estão definitivamente longe de se prepararem para lidar com esse fenômeno, que não é novo, mas ganhou força com o desenvolvimento da civilização e dos conceitos sobre as relações humanas. Os preconceitos e padrões sociais sempre existiram e o aparecimento do Bullying como um novo conceito favorece o respeito entre as diferenças e o convívio numa sociedade mais justa.
Bullying não é doença, mas pode levar suas vítimas a desenvolverem traumas e transtornos mentais. A evidência acumulada demonstra que o Bullying é prejudicial ao bem-estar das crianças e aumenta o risco de psicopatologia: as vítimas desenvolvem maior risco de ansiedade, depressão, auto-agressão, comportamento violento e sintomas psicóticos quando comparados a não-vítimas. Os efeitos dos assédios (vou utilizar esta palavra também como sinônimo) podem durar para além da adolescência e nos estudos mostraram-se superiores a outros eventos ambientais e influências genéticas (JENKINS et al., 2015).
Existem diversas outras nomenclaturas na literatura científica: "mobbing", "pimping", "teasing", "harassing" e "peer-vicitimization", significando esta última vitimização entre colegas.
Portanto, entende-se Bullying como "quaisquer formas de violência física ou mental realizadas repetidamente por um indivíduo em outra pessoa incapaz de se defender". Destacam-se três características principais: frequência, intenção de machucar e uma relação assimétrica entre perpetrador e vítima. A agressão pode ser direta ou indireta: (a)Direta: através de violência física ou verbal, com ameaças, deboche, implicância, difamação, atribuição de apelidos, chutes, empurrões, esconder objetos, impedir o deslocamento livre, furtos e ataques não sexuais aos genitais; (b)Indireta: isolamento, "dar gelo", colocar no ostracismo, manipular amizades, ironizar ou utilizar o sarcasmo de forma velada e distorcer intencionalmente fatos ou opiniões da vítima expondo-a negativamente (ESTELLITA-LINS et al., 2018).
Podemos também dividir as tipologias acima descritas, das agressões no Bullying, em três diferentes formas:
(1) Através de Palavras: implicância, deboche, ameaças, apelidos, insultos;
(2) Contatos Físicos: chutar, atingir, beliscar, empurrar, deter, esconder objetos pessoais, impedir deslocamento livre, pequenos furtos, ataque não sexuais aos genitais;
(3) Relações Sociais: isolar, ostracismo, "dar gelo", difamar, manipular amizades compartilhadas.
Estellita-Lins et al. (2018) afirmaram que "o Bullying poderá ser mais bem compreendido se observarmos que é simultaneamente silencioso e ruidoso, a um só tempo público e privado. A cena do Bullying é frequentemente fadada ao esquecimento por parte dos atores envolvidos, excetuando o indivíduo-alvo, que tende a ficar profundamente marcado. Em suma, o jovem vitimizado tende a um silêncio povoado pelo medo e pela humilhação, enquanto a comunidade envolvida não se mostra capaz de lidar com a violência senão participando dela em ciclo de omissão ou de júbilo manifesto".
Continuam os autores: "podemos afirmar que tudo começou com um cientista e três suicídios. Dan Olweus (1973, 1978, 1986), pesquisador sueco, estudou o Bullying (mobbing) em seu país e escreveu em inglês o primeiro livro acadêmico sobre o tema em 1978. Quando três garotos noruegueses cometeram suicídio em 1982, o governo encomendou uma pesquisa a Olweus (1986), que identificou uma alta prevalência de Bullying na escola. (...) Revelou-se também a associação de Bullying com suicídio, talvez corroborando o modelo depressão-suicídio que tem sido estudado em adolescentes. A partir daí, grande parte das pesquisas sobre Bullying foi centrada no contexto escolar (...)".
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| Munique (2019) Foto: Décio Natrielli Filho |
PREVALÊNCIA
Em termos de prevalência, o Bullying é identificado em todo o mundo. Uma investigação realizada em 40 países da América do Norte e Europa, demonstrou que a taxa de sua ocorrência variou entre os países com estimativas entre 8,6% e 45,2% para os meninos, e entre 4,8% e 35,8% para as meninas. No Brasil, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) realizada em 2012 revelou que 7,2% dos estudantes investigados eram vítimas de Bullying, sendo que as maiores chances dessa ocorrência se encontravam entre os mais jovens, do sexo masculino, de raça/cor preta e indígena, cujas mães apresentavam menor escolaridade. Os agressores somaram 20,8% da amostra e com maior probabilidade entre os estudantes mais velhos, também do sexo masculino, de raça/ cor preta e amarela, filhos de mães com maior escolaridade e que estudavam em escolas privadas (SILVA et al., 2017).
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TEMAS DE BULLYING
Baseado no trabalho de Estellita-Lins et al. (2018), descrevo abaixo de forma adaptada os principais temas que estão envolvidos nos comportamentos de Bullying:
(a) Modificações Sociais da Imagem Corporal:
- Moda: roupas antiquadas, mais baratas, indicando inserção sociocultural desvalorizada;
- Hábitos: não começar a fumar, não usar álcool, restrições alimentares, junk food;
- Identidade de tribo urbana: emo, grunge, nerd, metaleiro, playisson (grupos desvalorizados);
- Identidade étnica: raça, etnia, clã, casta.
(b)Variação de Imagem Corporal:
- Traço corporal idiossincrático: problemas dentários, queixo prognato, genovaro, genovalgo, etc.
- Imagem fora de padrões ou relacionados a preconceitos: obesidade, cabelos, forma do nariz, uso de aparelho, prótese, etc.
(c) Transtornos, Deficiências ou Doenças:
- Transtorno mental: depressão, ansiedade, fobia social, tiques, obsessões, pânico, esquizofrenia, bipolaridade, autismo, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, tartamudez (gagueira), tricotilomania;
- Doenças clínicas: diabetes mellitus, hipertensão, doenças autoimunes, doenças neurológicas;
- Deficiências: auditivas, visuais e físicas;
- Doenças que afetam a imagem corporal: vitiligo, acne, nevos, queimaduras, cicatrizes, hemangiomas, anormalidades craniofaciais, da coluna ou membros.
(d) Identidade de Gênero:
- Dificuldade na escolha: orientação sexual dúbia;
- Identidade contrariando escolhas de grupos: lésbicas e gays;
- Travestismo: traços corporais transgênero, atitudes travestistas.
(e) Psicologia Social e Personalidade:
- Baixa autoestima: desvalorização da autoimagem, temperamento hipotímico;
- Incapacidade de responder às agressões: medo excessivo, inibição, timidez, temperamento evitativo;
- Solidão: isolamento, depressão;
- Baixo rendimento acadêmico: ajustamento escolar precário.
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| Munique (2019) Foto: Décio Natrielli Filho |
CYBERBULLYING
"No decorrer da última década, o bullying eletrônico ou na internet tornou-se uma grande preocupação para os adolescentes. Define-se Cyberbullying, de forma ampla, como o uso de meios eletrônicos para intimidar ou prejudicar intencionalmente outras pessoas. A prevalência documentada desse tipo de violência é bastante variável, sendo que os relatos se alternam de 1 a 62% de jovens que afirmam ter sido vítimas da agressão cibernética. Um estudo envolvendo cerca de 700 estudantes australianos, recrutados aos 10 anos e acompanhados até a idade de 14 a 15 anos, chegou à conclusão de que 15% estiveram envolvidos em Cyberbullying, 21% no bullying tradicional e 7% em ambos os tipos de agressão. Outro estudo que reuniu informações de autorrelatos coletadas em um grupo de 399 adolescentes que frequentavam da 8ª série ao 2º ano, descobriu que o envolvimento em Cyberbullying, tanto como vítima quanto como intimidador, contribuiu especificamente para a previsão de sintomas depressivos e de ideação suicida. Essa correlação entre Cyberbullying e sintomatologia depressiva foi mais forte do que a associação entre bullying tradicional e transtornos afetivos" (SADOCK et al., 2017).
O uso da internet em geral e a experiência específica de ser vítima
de Cyberbullying estão associados
com mais pensamentos suicidas e
comportamentos auto-agressivos. Usar a internet expõe os jovens
a histórias e conversas sobre
suicídio e essa exposição,
especialmente na forma de discussões ou fóruns, aumenta a ideação suicida. Jovens que exibem auto-agressividade usam mais a internet e
de maneiras que possam expô-los a
situações de alto risco. Jovens que
são vítimas de Cyberbullying são mais propensos do que seus pares a pensar em tentativas de suicídio. Mesmo diante dessas tendências, é importante
reconhecer que a natureza social da internet pode servir como uma eficaz
fonte de apoio terapêutico. Ser
ativo em um grupo de suporte online
pode levar a níveis mais baixos de angústia, possivelmente através do aumento da exposição a mensagens que incentivam comportamentos e esforços positivos, além da recompensa através de elogios pelas mudanças bem-sucedidas. O impacto do uso da internet sobre os comportamentos suicidas é dependente,
ao que parece, das informações específicas
acessadas e das pessoas contatadas (HOGE et al., 2017).
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Ser vítima de Bullying não é um evento aleatório e está relacionado também a características da criança, como problemas emocionais e comportamentais. O ambiente familiar também desempenha um papel na exposição de algumas
crianças ao risco de serem vítimas de Bullying. Por exemplo, maus-tratos físicos, depressão dos pais e baixo nível socioeconômico podem aumentar a vulnerabilidade de algumas crianças aos assédios na escola. Realmente, podemos pensar que existe uma lógica nessas situações, já que os pais podem "enfraquecer" uma criança quando a negligenciam ou a agridem de diversas formas. Pais com Transtornos da Personalidade (incluindo Antissocial e Psicopática), Transtornos por Uso de Substâncias e Transtornos Psicóticos podem conferir à sua prole um ambiente bastante inóspito e carente de cuidados parentais.
Fatores genéticos e ambientais (como o abuso físico) contribuem para a continuidade da vitimização pelo Bullying
no curso da vida. Crianças vítimas de abuso geralmente entram em um ciclo de vitimização que se perpetua
ao longo do tempo e através de diferentes situações. Ser vítima de violência
coloca a criança em vulnerabilidade a várias formas de
assédio, incluindo violência emocional, agressão física, abuso sexual e assédio na internet ("polivitimização").
As crianças vítimas de agressões físicas foram duas vezes mais propensas a
sofrer outro ataque um ano depois e vítimas de violência sexual ou abuso foram sete vezes mais propensas a experimentar a mesma forma de abuso no mesmo período de tempo (JENKINS et al., 2015).
Portanto, quanto ao vitimizado, há fatores específicos de sua personalidade em desenvolvimento que podem lhe conferir maior vulnerabilidade ou sensibilidade a situações de agressão ou ofensas. Longe de tentar justificar o perpetrador do Bullying, mas também devemos identificar aqueles que possuem uma interpretação amplificada das ações alheias, muitas vezes por características disfuncionais que lhes conferem maior sensibilidade a ações benignas de colegas. Entretanto, sugiro que esses casos sejam considerados de exclusão, ou seja, somente após uma minuciosa investigação dos eventos e esclarecimento das intenções do suposto vitimizador, esta hipótese deve ser levantada e assim devidamente direcionada para uma abordagem que tenha como foco o fortalecimento das estratégias de convívio e relações interpessoais daquele que se sentiu assediado. Não é tarefa fácil e diferentes pessoas podem perceber os eventos de formas totalmente contraditórias, daí o uso de estratégias de conciliação. Falar em "conciliação" supõe que não houve uma gravidade nas condutas dentro dos valores daquela sociedade.
"Estima-se que, todos os dias, cerca de 160 mil estudantes faltem às aulas por medo da agressão ou da intimidação dos pares; alguns são forçados a sair da escola. O estresse da 'vitimização' interfere no processo de dedicação e de aprendizado" (SADOCK et al., 2017).
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| Munique (2019) Foto: Décio Natrielli Filho |
O QUE PODEMOS ENCONTRAR NOS AGRESSORES?
Da mesma forma que as vítimas, os perpetradores também podem apresentar um histórico de violência, abusos e negligência. As diferenças nos temperamentos que levarão uns a serem os predadores e outros serem as presas são multifatoriais e, como sempre escrevo neste Blog, realizar previsões em Saúde Mental é um enorme desafio.
Na prática, sabemos que crianças e adolescentes podem replicar comportamentos violentos que presenciam em suas casas, com pais ou irmãos por exemplo. Portanto, deve-se sempre investigar as condições familiares diante de uma criança ou adolescente que manifeste comportamentos agressivos a colegas. Também através da prática, observamos que algumas vítimas, por defesa e adaptação, podem se tornar agressores e praticar o Bullying.
Aproximadamente 30% dos alunos da 6ª ao 1º ano são envolvidos em algum tipo de Bullying, variando de moderado a frequente, seja como agressor, seja como alvo, ou ambos. Algo em torno de 1,7 milhões de crianças desse grupo etário são identificadas como os “valentões” (bullies). Os garotos estão mais envolvidos nesses casos ou em comportamento violento do que as garotas. Estas usam mais o Bullying verbal do que o físico. As crianças que fazem Bullying a outras crianças têm um risco potencialmente grande de assumir comportamentos violentos mais sérios, como, por exemplo, se envolver em brigas constantes ou portar algum tipo de arma (SADOCK et al., 2017).
Um dos aspectos mais conflitantes na discussão sobre este assunto é a atribuição a alguns tipos de crianças de comportamentos e condutas perversas. Via de regra, considero que algumas crianças nascem com temperamentos que poderiam aumentar a predisposição a condutopatias, dependendo de fatores ambientais, protetores ou de risco. Por exemplo, uma criança com um temperamento mais impulsivo, irritável, explosivo, poderia ser bem "trabalhada" pelos pais para utilizar essas características de forma adaptativa, incluindo em atividades esportivas. Seu ambiente familiar teria que ser tranquilo e protetor. Por outro lado, considere a mesma criança num ambiente de abuso e violência - seu temperamento poderia ser amplificado para atitudes mais agressivas e abusivas.
Não há como simplificar um fenômeno natural complexo como as condutas e comportamentos humanos. Por serem multifatoriais, as variáveis tendem ao infinito. Todavia, podemos observar padrões mais constantes e frequentes nas diferentes apresentações. Nas crianças, considerando a imaturidade do seu sistema nervoso central (SNC), podemos investigar melhor fatores genéticos e ambientais e levantar uma hipótese sobre o quadro apresentado.
Seguindo o desenvolvimento, características de insegurança, medo, ansiedade e instabilidade emocional podem favorecer ataques aos colegas como forma de se "garantir" no grupo. Confusões sobre o papel de liderança podem ser consequência de pressões familiares, que incentivam excessivamente a competição e consideram a cooperação como uma fraqueza. Apesar de tautológico, deve-se considerar o sistema de valores familiares como central na modulação do comportamento da criança ou do adolescente. Atitudes excessivamente permissivas, sem limites e negligentes de atenção podem favorecer condutas agressivas contra terceiros. Pais imaturos podem enxergar fraqueza em comportamentos altruístas; podem também projetar frustrações pessoais nos filhos e incentivá-los a serem mais "incisivos" em suas atitudes de domínio sobre os colegas - a intimidação tornar-se-ia uma forma de controle.
Crianças e adolescentes que praticam o Bullying não necessitam de uma diagnóstico psiquiátrico. Na grande maioria das vezes são indivíduos saudáveis e bem relacionados socialmente. Contudo, há casos que podem necessitar de uma avaliação especializada, dependendo das características comportamentais observadas em casa e na escola. Ser um vitimizador também tem seu preço: devem mostrar poder, confiança, segurança e controle - essa autocobrança funciona como um estressor. Estariam, portanto, mais vulneráveis a experimentar substâncias psicoativas, desenvolverem transtornos de conduta, transtornos do impulso, transtornos do humor e, dependendo dos fatores de risco, transtornos da personalidade.
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| Munique (2019) Foto: Décio Natrielli Filho |
POSSÍVEIS INTERVENÇÕES
Como esperado, a busca por ajuda geralmente se dá pelos pais das vítimas, que observam as consequências sobre os comportamentos dos filhos, que desenvolvem mudanças do humor, isolamento, baixa autoestima, queda do rendimento acadêmico e faltas. Entretanto, muitas vezes, mesmo com a busca por auxílio nas escolas, estas não estão preparadas para lidar com os conflitos envolvendo as famílias. Silva et al. (2017) realizaram uma revisão sistemática da literatura
sobre intervenções antibullying em escolas e encontraram resultados que poderiam auxiliar na condução dos casos:
- Intervenções multidimensionais ou de toda a escola:
- estratégia de combinação de regras de sala de aula, aulas sobre Bullying, trabalhos com agressores/vítimas/pares, informação para pais, aumento de supervisão no pátio, métodos disciplinares, cooperação entre pesquisadores e profissionais da escola, formação de professores e utilização de recursos tecnológicos;
- considerar o Bullying como um fenômeno de grupo, no qual as testemunhas desempenham papel fundamental, incentivando o agressor ou defendendo o colega agredido. Implementação de atividades de escopo universal, visando alterar normas de grupo, bem como por meio de atividades individuais, voltadas a casos específicos, e outras intervenções envolvendo a participação de estudantes, pais e professores.
- Intervenções envolvendo treinamento de habilidades sociais:
- solução de problemas, pensamento positivo, relaxamento, linguagem corporal, estabelecimento de amizades, modo de lidar com o agressor.
- Intervenções curriculares:
- ocorrem com todos os alunos na sala de aula e geralmente envolvem a exposição de conteúdos, discussão coletiva, dramatizações, aprendizagem cooperativa ou vídeos.
- Intervenções com recursos de informática:
- com programas específicos para diminuir a participação em situações de Bullying.
Para finalizar Silva et al. (2017) escreveram:
"Para finalizar, a identificação de modelos de
intervenção associados à prevenção ou à redução
do bullying escolar, promovida por esta revisão
de literatura, resguardadas as devidas proporções, pode ter implicações práticas, na medida
em que pode orientar o planejamento e a execução de programas interventivos. Por mais que se
reconheça que as intervenções necessitem lograr
maior eficácia, é importante destacar que mesmo
os efeitos considerados pequenos, apresentados
em algumas das investigações, precisam ser valorizados, pois a redução da violência escolar é
sempre desejável, visto que impacta positivamente o desenvolvimento psicossocial dos estudantes".
REFERÊNCIAS
Estellita-Lins CE, Guimarães MC, Silva CH. Bullying. In: Assumpção Jr FB e Kuczynski E. Tratado de psiquiatria da infância e adolescência. 3ª ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2018.
Hoge E, Bickham D, Cantor J. Digital Media, Anxiety, and Depression in Children. PEDIATRICS 2017; 140(s2):e20161758.
Jenkins J, Madigan S, Arseneault L. Psychosocial Adversity. In: Thapar A, Pine DS, Leckman JF, et al. Rutter’s child and adolescent psychiatry. Sixth edition. Wiley Blackwell: UK, 2015.
Sadock BJ, Sadock V, Ruiz P. Compêndio de psiquiatria: ciência do comportamento e psiquiatria clínica. 11ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.
Silva JL, Oliveira WA, Mello FCM et al. Revisão sistemática da literatura sobre intervenções antibullying em escolas. Ciênc saúde coletiva 2017; 22(7):2329-2340.







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